O Jornal "Acção Missionária"
Pode dizer-se que a LIAM começou com o jornal "Entre Nós", que seria o antecessor da "Acção Missionária". Com efeito, a primeira iniciativa que abriria o caminho à futura LIAM foi a distribuição do pequeno jornal Entre Nós, em Fátima, em Maio de 1937. O Entre Nós apareceu em letra redonda a 1 de Junho de 1933, no seminário de Viana do Castelo, como "periódico de propaganda das Missões do Espírito Santo". Tinha existido no Fraião como órgão dos seminaristas, , enquanto o seminário de Viana tinha também o seu órgão interno que respondia pelo nome de "Abelha". De manuscrito o "Abelha" passou a impresso adoptando o nome da folha do seminário do Fraião "Entre Nós". Como seu primeiro director figura o P. Clemente Pereira da Silva, que era também o director do seminário de Viana.
Em Outubro desse ano de 1933, a administração passa para Braga, a cargo do P. Francisco Alves do Rego, enquanto a redacção continuava em Viana agora confiada ao P. Joaquim Alves Correia.
Em 1937 aparece já como "periódico dos estudantes missionários do Espírito Santo" , sendo seu director o P. Agostinho de Moura, redactor Augusto Teixeira Maio e administrador José Felício.
De Outubro de 1937 a Junho de 1939, o administrador é o P.João Tavares e o redactor Francisco Nogueira da Rocha.
Em 1940 o jornal muda de nome: passa de Entre Nós a Acção Missionária, "mensário de propaganda missionária", nome que guardou até ao presente. O seu director era o director da LIAM, o P. Agostinho de Moura, cargo que guardará até Maio de 1952. Em Junho desse ano assume a direcção do jornal o novo director da LIAM P. José Feléicio que figurará nesse cargo ate Julho de 1980. Nesta altura é nomeado director o P. Veríssimo Teles que ocupará o cargo até 1986. Suceder-lhe-á o P. José de Castro Oliveira que assumiu a direcção do jornal de Outubro de 1986 até Junho de 1988, ano em que foi eleito provincial da Congregação do Espírito Santo. Para o substituir foi nomeado o P. Firmino Cachada que esteve nesse cargo desde Julho de 1988 até 1991.Sucedeu-lhe o P. Marinho Lemos que em Janeiro de 1998 foi substituído pelo actual director P. Tony Neves.
Se a lista dos directores do jornal é bastante longa, mais longa ainda é a lista dos redactores, que eram quem de facto confeccionava e orientava o jornal.
Se remontarmos às origens, o P. Agostinho de Moura acumulou durante vários anos as funções de director e coordenador da redacção do jornal. Sucederam-lhe na redacção os padres António Brásio, Joaquim Alves Correia, Henrique Alves e Nogueira da Rocha.
Uma segunda leva de redactores teve início com o P. José Lapa(1954-1965), P. Adélio Torres Neiva (1966-1974),P. Francisco Lopes (1976-1978), P .Francisco Medeiros Janeiro (1978-1982), P. Firmino Cachada (1983-1997), que chegou a ser coadjuvado pelos Padres José Sabença, João Carlos Coutinho e António Neves. Em Janeiro de 1997, assumiu o cargo de redactor e director o P.Tony Neves.
O jornal "Acção Missionária" começou por ser feito na Tipografia Gutetenberg Lda, de Viana do Castelo. A parir do número de Outubro de 1941 começou a ser feito em Lisboa, onde vai passar por várias tipografias. Começou pela Tipografia Peres, na rua de S.Bento, passando para a Santelmo, na rua de S.Bernardo, em Março de 1942. Em Fevereiro de 1945 passa a ser composto e impresso na Editorial Império, onde continuará a composição até Maio de 1948. A partir de Dezembro de 1947, porém, começara já a ser impresso nas Oficinas Gráficas de "O Século". A impressão vai permanecer nesta tipografia até Janeiro de 1954, mas a composição passará por outras casas tipográficas: Gráfica Oriental, desde Maio de 1948 a Janeiro de 1952, seguindo-se a Supergráfica, Lda. Durante tres meses e logo depois de novo a Santelmo até Dezembro de 1953.
Em Janeiro de 1954, "Acção Missionária" passa para a Casa NunÀlvares, de Gouveia, voltando de novo a Lisboa à Gráfica Santelmo em Maio de 1954 e ainda de novo à Supergráfica, em Dezembro desse ano.
A partir de Março de 1955 instalar-se-à definitivamente em Gouveia, primeiro na Casa NunÁlvares até Dezembro de 1957 e finalmente na Gráfica de Gouveia L.da (União de S.João), onde permaneceu nestes últimos mais de 40 anos.
Vários números especiais da "Acção Missionária" recordam outras tantas efemérides dignas de nota.
O primeiro número especial foi em Agosto-Setembro de 1957 para assinalar a inauguração oficial e definitiva do Instituto Superior Missionário da Torre d’Aguilha, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira.
Em Outubro de 1958, um outro número especial foi consagrado ao Papa Pio XII.
Depois em 1962 foi o número comemorativo das Bodas de Prata da LIAM.
Em Outubro de 1968 foi o número sobre o Centenário da presença da Congregação do Espírito Santo em Angola e da fundação da Província Portuguesa, com 40 páginas.
O último número especial foi em Maio de 1987 para assinalar as Bodas de OIro da LIAM. Foi também o primeiro número com as páginas exteriores a 4 cores.
Em 1991 o jornal passou de 8 para 12 páginas e em Março de 1998 passou a trazer duas páginas a cores.
Será também interessante verificar a variação de preços desde o número 1 até agora.
Durante os seus primeiros 22 meses de vida do jornal, o número avulso custava dois tostões. A assinatura anual custava 25 tostões e à cobrança 3 escudos.
Em Novembro de 1941, o número avulso passou para 3 tostões e a assinatura para 3$50. A partir de 1946 os preços vão duplicar para $60 e 7$00 respectivamente, assim ficando até 1951, altura em que o número avulso passa a custar $80 e a assinatura 10$00.
De 1951 a 1965, o preço manteve-se invariável. O número de assinantes nesta época chegou a ser de 55.000, o que permitia manter os preços.
Em Maio de 1965, o número avulso passou para 1$00, mas a assinatura vai manter-se nos 10$00 até Julho de 1974.
Com o 25 de Abril e a inflação dos preços tudo se vai modificar: em Junho de 1977, o número avulso já custava 2$50 e a assinatura anual 25$00. Em 1981 o número avulso passa para 5$00 e a assinatura para 50$00. Depois os preços foram subindo sempre até chegarem ao ponto em que hoje estão.
Mereciam também uma referência especial os colaboradores do jornal nestes 60 anos da sua história. Pessoas de Estado, bispos, sobretudo bispos missionários, escritores de renome, missionários e missionárias, teólogos, artistas e poetas, jovens e gente do povo, "Acção Missionária" é fruto de todo um vasto leque de competências e boas vontades que fizerem deste jornal uma das vozes mais autorizadas ao serviço da Missão e que nunca esmoreceu neste longo percurso da sua caminhada. . Publicado em www.espiritanos.org a 1/16/1999.
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