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Dia de Natal

Pe. José de Castro Oliveira
pe.castro@espiritanos.org

É um longo percurso aquele que a Palavra de Deus nos convida a percorrer através das diversas liturgias do Natal (nada menos de quatro)!

Nas celebrações da vigília, da meia noite e da aurora destaca-se a perspectiva histórica, em que as luzes incidem no Menino que nasce numa gruta em Belém, e nos Pastores, a quem a notícia deste nascimento foi comunicada em primeira mão e, por isso, se tornam nos primeiros romeiros do Presépio, onde confirmam com os olhos o que o Anjo lhes havia anunciado.

Silêncio, simplicidade e pobreza são o contexto de Belém e serão sempre o ambiente preferido por Deus para Se manifestar. São ainda hoje as exigências para quantos queiram ser romeiros do Presépio.

Por sua vez, os textos da Missa do dia levam-nos a mergulhar na profundidade daquilo que os nossos olhos contemplaram no cenário anterior: é o Verbo feito homem que vem habitar no meio de nós, montando a sua tenda no acampamento dos Homens!

Extasiados, podemos contemplar e saborear o amor de Deus, que veio para ficar e encher as nossas vidas de todos os dias com o calor daquele Sol que nuvem alguma pode ofuscar, pois sabemos que”àqueles que O receberam e acreditaram no seu Nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”.

Iluminados e aquecidos por este Sol, pois “vimos a Sua glória”, nós, romeiros do Presépio, somos chamados a aligeirar os nossos passos, para levarmos aos nossos irmãos esta boa nova, e assim se cumprir a profecia de Isaías: “todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus”.

E para levar esta “prenda” do nosso Deus a todos os homens, até vale a pena cada um de nós fazer-se verdadeiro “Pai Natal”!

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Publicado em www.espiritanos.org a 12/24/2009 9:38:10 AM.

 

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Um tronco de árvore grosso e disforme nunca sonharia poder transformar-se em obra de arte, e por isso nunca se submeteria ao escopro e ao martelo do escultor, capaz de ver nele o que dele pode ser feito.
Santo Inácio
 

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